Orixás - Oxum

Category:


Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.

Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:

O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços. 

Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho. 

É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. 

Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.

Oxum, com uma dança mais sensual, requebra as cadeiras em balanço cadenciado, olha-se no espelho, às vezes abaixa-se simulando estar perto de uma fonte, banhando-se no rio, ou simplesmente olhando-se nas águas enaltecendo o prazer de admirar-se e de ter consciência de que é bonita. Ao manifestar-se, ri como Iemanjá, e gira, porém com menos amplitude que Iansã. Esta dança desenvolve-se ao ritmo do ijêxá. Oxum dança, usando os braços e mãos de diferentes formas e intenções como se fossem remadas nas águas; abanando-se graciosamente com o leque; empunhando o leque para admirar-se; para fazer suas pulseiras tilintarem através de uma oscilação destes. Sua movimentação é suave, mais lenta e densa, fluida como a água. Simula trejeitos faceiros de uma mulher sensual e lânguida, a dança parece ser de uma bela mulher que sabe que está sendo observada, no entanto finge não notar a presença do admirador, embora toda a sua movimentação esteja calculada para agradar e prender a atenção de quem a observa. Em certos momentos, porém, sua dança pode apresentar uma certa volúpia, quando através de contorções pede aos presentes o mel, símbolo do sabor doce e da essência amorosa da vida.

O seu leque, o abébé, é bastante usado na sua dança. Por vezes empunhado na altura do rosto, simula estar se admirando no espelho ou também pode ser associado a uma das suas lendas em que Oxum usou o reflexo do espelho para cegar seus oponentes e vencê-los.

Sua dinâmica postural é mais suave do que a encontrada na dança de Iansã, seu tronco ondula mais e o corpo divide-se em movimentos entre o lado direito e o esquerdo, ou seja, os movimentos ora são para o lado direito, ora repetidos para o lado esquerdo alternadamente. A transferência do peso é igualmente suave, contendo pouca oscilação de tronco para compensar a transferência. A expressividade de sua dança é composta por um fluxo livre de movimentos, leveza, um tempo desacelerado, e contínuo. O fraseado coreográfico contém um balanço específico, que inclui um aumento gradual da intensidade expressiva. Oxum se move em harmonia espacial, usando movimentos de alcance médio, ou seja, seus movimentos não são tão expansivos ao projetar-se para fora do seu eixo corporal. A rotação da escápula, a mexidinha de ombros, em pequenos giros funcionam como elementos mobilizadores, aumentando um pouco o alcance do movimento e também promovendo o enraizamento do corpo, conectando – o com a parte superior e inferior do tronco, sintetizando neste elevar e abaixar de ombros toda a sua graça sensual.

Dia: Sábado
Cores: Amarelo – Ouro
Símbolo: Leque com espelho (Abebé)
Elemento: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)
Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade
Saudação: Eri Yéyé ó!


Comments (0)

Postar um comentário